• Carlos Eduardo Mello

Já ouviu falar em Construir-Medir-Aprender?


Copiando as boas práticas que vivenciamos, nós utilizamos livros como forma de subsídio para nossas etapas de evolução na InovaMo. Há alguns meses atrás foi a vez do A Startup Enxuta do Eric Ries. Talvez esse texto possua um conteúdo spoiler, mas não é o objetivo. Sempre vou recomendar a leitura independente do nível de informação que obtiver, pois acredito que cada indivíduo absorve conhecimento e de uma forma construtiva. Escolhemos realizar essa leitura, pois há uma enorme sinergia com o momento nosso como empreendedores. Mesmo o nome sendo sugestivo para um público específico, na minha opinião é uma ótima leitura para todo mundo que busca evolução em suas atividades. Provável que tenha um viés cartesiano, mas o conteúdo é agregador para todos os campos.

Neste livro, o Eric Ries estimula o conceito de Startup Enxuta (próprio título do livro), onde recomenda que os empreendedores construam um produto, ofereçam aos clientes, coloquem para “rodar”, meçam os impactos e utilizem os aprendizados para melhorar. O grande objetivo dessa metodologia é minimizar gastos e esforços de um produto final lapidado “perfeito” para o cliente e evoluir com os aprendizados, testando aceitações antes. Este é o conceito, Construir-Medir-Aprender (Build-Measure-Learn) representado pelo diagrama ao lado. Para que este diagrama se inicie há a necessidade da construção de uma hipótese. Esta indica uma sugestão que requer dados e testes para ser validado ou não. Parafraseando Steve Blank, criador da metodologia Customer Development (Desenvolvimento de Cliente) que gerou o movimento Lean Startup (Startup Enxuta), para muitos a interpretação é “jogar produtos incompletos para fora do prédio para ver se funcionam”. Na minha opinião, há um viés nessa observação, pois a ideia não é colocar algo incompleto para os seus clientes utilizarem e sim a mais simples versão do que deseja oferecer, para que seus clientes consigam entender o funcionamento. O nome normalmente utilizado para isso é MVP - Minimum Viable Product (Mínimo Produto Viável) e seu objetivo sempre é maximizar os aprendizados. Este processo permite maior celeridade, com reduções de custos e esforços. Vale destacar que o resultado poderá ser diferente do que se espera, mas ainda assim positivo, por possivelmente encontrar uma solução a outro ponto que não estava sendo testado nessa etapa. Torna-se viável então ajustar o curso dos desenvolvimentos, etapas ou até mesmo produto. Uma palavra muito utilizada para representar esta alteração de rumo é “Pivotar”, termo derivado do inglês to pivot (mudar ou girar). É muito comum observar este diagrama funcionando em empresas que estão em estágios iniciais, mas é um erro achar que não pode ser aplicado para processos ou empresas em etapas avançadas ou sólidas. Já presenciamos diversos esforços corporativos, com muitas horas e gastos monetários, tentando deixar um processo o mais perfeito possível, sem obter maiores frutos por não possuir aderência ao cliente. Os aprendizados que obtivemos com estes estudos têm nos permitido executar na prática dentro InovaMo e fazemos questão de passar esse aprendizado a nossos clientes. Desta forma acreditamos que processos podem ser melhorados, com um maior número de hipóteses testadas e em um espaço de tempo reduzido.

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