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Uso de dados, antes tarde do que nunca!

November 14, 2017

Acordo cedo no domingo. Vou até uma grande varejista farmacêutica para comprar meu remédio. O farmacêutico, sempre muito simpático, faz as perguntas usuais: “O que o Sr. deseja? ... De quanto é a dosagem do remédio? ... 40 por? ... Qual seu CPF? ... Tem convênio? Qual?... Só isso?”. E aí geralmente ele termina: “É só passar no caixa!”. Surpreendentemente, ele saca um pedaço de papel (parece aqueles papéis de máquina calculadora antiga) e me entrega.

 

Pois bem. Se eu tivesse a mesma demanda há poucos anos atrás, minha história (e nossa, a com a farmácia) terminaria apenas ali, no “É só passar no caixa!” e finalmente passar no caixa.

 

Porém, eu, diante daquele papel e uma vontade incontrolável de ver o que havia ali escrito, parei 3 segundos e li. “Desconto de 20%”, “Desconto de 15%”, etc, etc, etc.

 

Percebo, um pouco atônico, que os descontos são ligeiramente direcionados para produtos que realmente costumo precisar. E mais, produtos que costumo consumir nesta grande varejista: pasta de dente, sabonete, fio dental. “Incrível!”.

 

Vejamos que o exemplo acima não traz benefícios apenas para a empresa. Me senti identificado naquele pedaço de papel, fui surpreendido, e ainda fui agraciado com um empurrãozinho (vulgo desconto). Fiz algumas contas, e enfim... comprei!

 

Pois bem. Finalmente me deparei com o uso de dados efetivos para mudar a relação entre consumidor e claro, as empresas!

 

Venho há algum tempo questionando sobre o que realmente está mudando em nossas vidas. A velocidade das coisas aumenta vertiginosamente, mas em nossa vida em si, o que realmente está sendo alterado? Como você compra? Como você se locomove? Como você estuda?

 

Vejamos, por exemplo, uma grande empresa de cafés expressos. Ela pergunta, de forma simples, se quero repetir o pedido anterior. Não, ela não está perguntando qual é o meu pedido, ela não está querendo de primeira saber se quero consumir algum lançamento. Simplesmente, quer saber, antes de tudo, se quero repetir meu pedido.

 

Em quantas pizzarias você já fez pedidos e isso poderia ter sido perguntado? (ou vai dizer que sempre muda de sabor e de pizzaria?) Em quantos restaurantes isso poderia ser utilizado? E no mercado? E no lava-rápido?

 

Percebem que a nossa vida está mudando, mas não vertiginosamente, como as coisas?

 

É sobre isso que queremos falar com você.

 

Num pequeno encontro de startups, resolvi fazer uma pergunta rápida aos participantes: “Você é formado? ... Você começou num curso e mudou depois?”. Cem por cento dos participantes começaram num curso e não terminaram no mesmo ou simplesmente não terminaram.

 

Claro, não é uma pesquisa cujo resultado possa ser extrapolado para o Brasil, todos conhecemos pessoas que iniciaram um curso e o terminaram com notoriedade. Acho também que os Baby Boomers mudaram menos que as pessoas da Geração X que mudaram menos que as da Y que mudaram e mudarão menos que as da Z.

 

São tempos de testar, entender o que as pessoas querem, o que as fazem felizes e por quanto tempo. Mas não no que cada um de nós achamos, mas no que realmente os testes e os dados se mostrarem relevantes.

 

Por que não continuar a estudar após a formatura? Por que não investir em uma pós-graduação ou uma nova graduação que preencha a experiência das pessoas com mais conhecimento e até mais fit do que querem para o futuro? Por que desistir dos estudos? E por que oferecer um curso a um aluno propenso a não se dar bem naquela escolha?

 

Enfim, por que não utilizar os dados já disponíveis com eficiência e parcimônia para já melhorar tudo isso?

 

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