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Como Steve Jobs, a Crise da Meia Idade e Educação Superior me incentivaram a empreender.

November 30, 2017

 

Estava refletindo, há dias atrás, sobre os estímulos que recebi para tomar a decisão de sair de um emprego estável, sócio de uma empresa reconhecida pelo mercado em seu segmento e em constante crescimento, para iniciar uma nova jornada como empreendedor. Se olharmos para isso e adicionarmos variáveis do cenário macroeconômico do Brasil no momento em que a decisão foi tomada, não haveria sentido para tal mudança.

Lembro-me de compartilhar a intenção com algumas pessoas próximas e achei muito interessante observar a reação em cada uma delas. Quase conseguia classificá-las entre perfis conservadores, moderados ou agressivos e acredito que com baixa margem de erro. Independente do input que recebia, negativo ou positivo, o desejo em empreender só aumentava. E diria ainda mais, que quando ouvia alguém dizer que era loucura, mais oportunidade eu enxergava. Para um profissional com um background de risco, como é o meu caso, maior a insanidade parecia.

Interessante voltar no tempo e analisar o processo decisório. Uma decisão como essa, normalmente não é tomada da noite para o dia, e nessa minha reflexão observei que não foi diferente. Foi muito interessante voltar no tempo e montar o quebra-cabeça. Separei três grandes momentos que foram cruciais.

Sei que parece muito clichê e não ligo que seja, mas o personagem inicial nesse processo foi Steve Jobs. Não por suas diversas biografias publicadas, filmes, apresentações, palestras, mas sim por um vídeo de apenas um minuto e quarenta e dois segundos. Um grande amigo, hoje meu sócio, me mostrou pela primeira vez. Conseguimos passar um longo tempo, talvez horas, falando sobre o que aquilo representava para nós. Faço questão de compartilhar com vocês, mas destacaria algumas passagens que foram crucias na trajetória:

"Quando você cresce, vivem dizendo para você que o mundo é do jeito que é. E sua vida é apenas viver sua vida dentro do mundo e tentar não bater muito nas paredes (...) A vida pode ser muito mais ampla. E isso é: tudo que há em volta de você, que você chama de vida foi feita por pessoas que não eram mais inteligentes que você. E você pode mudar isso. Você pode influenciar isso (...) Fazer sua marca nela."

 

O impacto desse vídeo foi tão grande, que cheguei a me perguntar se este sentimento estava sendo influenciado pela tal da crise da meia idade. Relutei a aceitar, mas precisei concordar com tal fato. Sentia que esse provavelmente seria o momento exato para mudar. Refleti bastante sobre minha evolução até aquele momento e percebi o quanto estava insatisfeito comigo, mas valorizei o crescimento e percebi que muito ainda precisava aprender.

 

https://acceleratednursing.utica.edu/blog/how-to-start-over-with-a-new-career/

 

Foram necessários meses de autorreflexão para entender quais poderiam ser minhas opções, mas sempre visando atender essa nova trajetória de aprendizado. Muitas coisas me vinham a mente, mas o empreendedorismo aparecia com uma frequência maior que as demais. A partir desse momento, passei a ler muito, acompanhar eventos e assistir muitos vídeos sobre o assunto.

De uma forma muito clara, já tinha decidido qual rumo seguir, mas ainda precisava escolher em que empreender. Essa tarefa foi um tanto quanto árdua, talvez até maior do que decidir iniciar uma empresa. Enquanto atuava em uma empresa que auxilia jovens que necessitam de uma facilitação financeira para estudarem em instituições privadas do ensino superior, percebi que conseguia aliar a minha bagagem como gestor de risco ao segmento que muito me agrada, educação.

Este era um assunto no qual eu e meu sócio sempre conversamos muito e foi então que resolvemos mergulhar em números do ensino superior. Em especial três informações nos saltaram os olhos:

I. De acordo com o Censo da Educação Superior 2016, divulgado pelo INEP, apenas 18,1% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos se matriculam no ensino superior;

 

II. Quase um em cada três alunos evadem o ensino, conforme o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2017 da SEMESP (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior);

 

III. A inadimplência do setor de educação superior é 50% maior do que o indicador registrado para pessoas físicas – Pesquisa de Inadimplência 2017 – SEMESP (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior).
 
Nos perguntamos algumas vezes: será que conseguimos ajudar mais alunos a acessarem os estudos, se manterem neles e consequentemente as instituições de ensino superior a melhorarem seus indicadores? Por acreditar em nosso viés analítico e as técnicas estatísticas preditivas que possuímos em nossa bagagem profissional, resolvemos fundar a InovaMo.
 

 

 

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