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EAD, uma modalidade que vem ganhando espaço e caindo no gosto do brasileiro

June 21, 2019

 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada sugere que o conceito de Ensino a Distância já estava presente no Brasil desde antes de 2000. Nos anos de 1900 já existiam propagandas de cursos profissionalizantes por correspondência no Rio de Janeiro. Esse formato pode ser considerado como o pioneiro do EAD no Brasil.

 

Com o avanço da tecnologia e o surgimento do rádio, esse formato ganhou força nos anos 40. Na década de 80, por exemplo, gestores de cursos por correspondência chegavam a receber mais de dez mil cartas por mês.

 

Mesmo que muitos não percebam, esse formato de educação a distância sempre esteve presente na forma de educar e aprender. Hoje, as correspondências cederam espaço para a internet, que oferece mais facilidade na troca de informações e maior eficiência. O ensino a distância vem ganhando um olhar e espaço no mercado. É possível afirmar com tranquilidade que o EAD no Brasil não para de crescer e a expectativa, segundo uma pesquisa realizada pelo Sagah, é de que em 2023 mais alunos estarão matriculados em um curso EAD do que presencial.

 

Hoje, o EAD no Brasil já chega a 26% do número total de alunos, cerca de 1,5 milhão de brasileiros optam pelo ensino a distância. De 2015 a 2016, houve um crescimento de 21,4%, enquanto as matrículas presenciais sofreram retração de 3,7% no mesmo período. Esses números reforçam que o ensino remoto está se  tornando uma tendência de estilo de vida do brasileiro, a qual merece uma atenção especial das Universidades.

 

Flexibilidade e preço

 

Segundo especialistas em educação, o crescimento do EAD se deu por dois fatores. O primeiro é a flexibilidade, pois em um curso online o aluno pode estudar onde e quando quiser, sendo uma solução para quem quer evitar grandes deslocamentos ou está no mercado de trabalho, tendo horários inflexíveis. Outro fator é o acesso à educação superior para pessoas que vivem em localidades de difícil acesso, longe dos grandes centros.

 

O crescimento do EAD também pode ser explicado pelo seu custo, que comparado ao presencial é mais acessível, podendo ser 65% mais barato. De acordo com o Censo da Associação Brasileira de Educação a Distância, o valor médio da mensalidade caiu de 348 reais para 265 reais entre 2012 e 2018, atraindo ainda mais alunos.

 

O custo de se ter cursos EAD também é vantajoso para as Universidades, pois um mesmo professor pode dar aulas para vários cursos dispondo de uma carga horária menor.

 

Ganhando confiança e caindo no gosto do mercado

 

A ideia de que um diploma ou certificado de curso a distância vale menos do que um curso presencial, já caiu em desuso. O diploma é validado pelo MEC, portanto, tem o mesmo valor que um curso tradicional. Quanto mais informação disponível, menos desconfiança em relação a isso existirá.

 

De acordo com dados do Censo EAD, o público que está em busca do curso a distância é bastante diverso, mas com objetivos em comum: economia, comodidade e flexibilidade. O levantamento aponta que a maior parte dos estudantes abrange as faixas etárias entre 26 e 30 anos e 31 a 40 anos.

 

Esses dados mostram que, em geral, alunos de EAD são um pouco mais velhos que alunos de cursos presenciais. O perfil desses estudantes é de pessoas que estão em busca de se capacitar e melhorar seu posicionamento no mercado de trabalho.  Muitos sonham em ter um ensino superior ou fazer um curso profissionalizante, mas não possuem recursos financeiros para arcar, achado no EAD uma solução econômica e flexível com seu horário de trabalho.

 

Por que apostar em EAD no Brasil?

 

Todos esses fatores já apontam que o EAD no Brasil, hoje, representa uma área em potencial expansão. Ainda segundo o Censo de 2017/2018, o número de alunos matriculados nesse mercado chegou a 7 milhões e 700 mil estudantes. A pesquisa mostra que 36,22% das instituições iriam aumentar seus investimentos nesse segmento. Em seguida estão os cursos semipresenciais e cursos livres não corporativos, com aproximadamente 29% das instituições pretendendo ampliar investimentos nessas modalidades.


Outro dado importante aponta que 50% dos adultos estão mais dispostos a se matricular em uma instituição de ensino que oferece modalidade online do que instituições que não oferecem. 70% dos entrevistados acreditam que o investimento em tecnologia e inovação na educação deveria ser o padrão, substituindo os modelos tradicionais, demonstrando uma tendência de crescimento do EAD no país.

 

Apoio do atual governo

 

O atual governo coloca-se a favor do EAD. Desde a eleição do atual presidente foram anunciadas uma série de propostas para a educação brasileira que incluem educação a distância não só no Ensino Superior como Fundamental e Médio. Entre as medidas propostas também está a transferência da gestão do Ensino Superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Um ponto ressaltado em defesa ao EAD é de que as medidas ajudariam a "baratear o ensino no Brasil".

 

O ensino a distância, além de econômico e flexível, ainda é bastante versátil, uma vez que é possível aplicá-lo fugindo do modelo tradicional de educação. Pensar em investir no setor está de acordo com a atual tendência apresentada pelas pesquisas como a procura do público e intenção do atual governo em investir nessa modalidade.

 

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  • Presença Digital: Solução em que o processo de chamada é simplificado, pois os alunos registram a frequência através dos próprios celulares. Esta é uma excelente ferramenta de fidelização, pois trabalha o engajamento dos alunos para as aulas presenciais, bem como gerador de dados comportamentais e facilitador do processo de registro de presença, etc.

 

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