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Conheça os prós e contras do novo formato de aplicação do ENEM Digital

August 12, 2019

 

O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), foi criado em 1998. Desde de então, nos seus mais de 20 anos, veio passando por uma série de adaptações. No início do mês de julho deste ano, o Ministério da Educação anunciou uma nova mudança na avaliação. A ideia é transformar o ENEM em uma prova aplicada de forma digital. 

 

Segundo o Ministério, o primeiro teste será realizado em 2020 para 50 mil candidatos em 15 capitais. O objetivo é que a nova medida esteja em vigor até 2026, aposentando a prova impressa.

 

As capitais escolhidas para receber a prova em formato digital em 2020 são: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 

O novo formato seguirá o modelo de organização atual para a aplicação. Os candidatos realizarão a prova em salas, com horários específicos sob fiscalização. À diferença está em que o vestibulando terá a opção de realizar o agendamento optando pelo dia da aplicação da prova, com diferentes datas ao longo do ano.

 

Como funcionará a aplicação em 2020

 

No próximo ano, os candidatos terão a opção de escolher entre a prova digital ou impressa. Os que escolherem pela nova versão, realizarão o ENEM em dois domingos de outubro (dias 11 e 18), já os outros inscritos no modelo tradicional, realizarão a prova em novembro, nos dias 1º e 8.

 

Além dessas duas aplicações, o ENEM será reaplicado em casos de candidatos prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização do novo modelo digital. Os candidatos realizarão a  prova impressa.

 

Para o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Alexandre Lopes o candidato que escolher realizar a prova digital não sofrerá nenhum prejuízo, por conta da opção de reaplicação.

 

Para fiscalizar o novo modelo do ENEM, o MEC irá contratar um consórcio para organizar as novas edições, na intenção de descartar riscos de invasão de hackers ou fraudes.

Entre Prós e contras

 

Em todos os setores observa-se uma tendência de modernização, produtividade e eficácia. Para os especialistas em educação, esse novo formato do ENEM é uma oportunidade de atualizar os modelos de aplicação de provas no Brasil. O governo acerta ao mirar em um modelo mais sofisticado de tecnologia para a prova, fugindo da simples digitalização.

 

Em contrapartida, o local de aplicação das provas precisam de adequações. Alguns colégios públicos brasileiros não possuem equipamentos adequados. O congelamento de investimentos na educação, também é outro fator que pode impedir que até 2026 o exame seja totalmente digital. 

 

Pensar na viabilização do projeto é pensar em investimento em tecnologia e montagem de um grande banco de questões. Planejar esse processo é fundamental para uma execução bem-sucedida .

 

A Teoria de Resposta ao Item (TRI) permite comparação entre provas; a questão é o tamanho do acervo de questões para este tipo de aplicação digital, que precisaria ser muito maior do que o que se tem atualmente no Banco Nacional de Itens do Inep. Isso significa  que no Enem digital, por segurança, cada aluno deve fazer uma prova diferente. E a questão, uma vez usada, não pode ser reaproveitada.

 

Valor de investimento 

 

Segundo o Inep o valor gasto atualmente com os mais de 5 milhões de estudantes que realizam o ENEM é em torno de R$ 500 milhões, cerca de R$ 100 por participante. Para o novo formato digital, a expectativa de gastos é de 50 mil alunos, 1% do total de inscritos anualmente, será de R$ 20 milhões, uma média de R$ 400 por participante. Segundo o INEP, os custos irão diminuir com a ampliação do exame digital.

 

Desigualdade

 

O Brasil é um país cheio de desigualdades e este também pode ser um fator que dificultará esse momento de transição do ENEM. Nos primeiros anos da prova digital, os candidatos de escolas particulares, terão mais uma vantagem sobre os alunos de fora dos grandes centros e matriculados na rede pública, por já estarem habituados à tecnologia em sala de aula e em seu dia-a-dia.

 

Uma pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que a maioria dos estudantes de escola particular têm computador de mesa, portátil ou tablet em casa. Já os de escola pública são minoria.

 

O grande desafio do ENEM digital é vencer as barreiras da desigualdade e investir na informatização do ensino público. Por outro lado, deixar o papel e a caneta de lado no vestibular mais famoso do país, é pensar na evolução e aprimoramento do exame, tornando-o referência mundial e aumentando as chances de eficácia do ENEM.

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