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Você sabe quantos alunos prestam o Enem, mas não se matriculam em nenhuma Universidade?

November 15, 2019

 

Há tempos que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixou de ser apenas uma simples prova aplicada com o objetivo de avaliar os estudantes que concluíam o Ensino Médio. Hoje, o Enem é considerado o vestibular mais importante e aguardado pelos estudantes brasileiros que desejam ingressar no Ensino Superior.

 

Esse status deu-se por ser a principal porta de entrada no Ensino Superior do Brasil, com acesso às instituições de educação públicas e privadas, oferecendo oportunidades a todas as classes e idades.

 

A partir de 2009, o exame passou a substituir o vestibular das universidades federais e de outras instituições de ensino públicas e particulares, além de escolas de ensino técnico. Desde então, o Enem é utilizado como forma de complemento aos vestibulares de muitas universidades brasileiras. 

 

O exame também abre a possibilidade para os estudantes ingressarem nas universidades através do Sisu, Sisutec, ProUni, Fies. Outro programa que se utiliza da nota do Enem é o Ciência Sem Fronteiras.

 

Para 2020, o Ministério da Educação planeja realizar o primeiro teste do ENEM Digital para 50 mil candidatos em 15 capitais. O objetivo é que a nova medida esteja em vigor até 2026, aposentando a prova impressa.

 

Oportunidade vs receptividade

 

Segundo o Censo de Educação em 2018, 3,4 milhões de alunos ingressaram em cursos de educação superior de graduação. Desse total, 83,1% em instituições privadas.

 

Neste mesmo ano, o número de ingressantes teve um crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior, dado pela modalidade a distância, que teve uma variação positiva de 27,9% entre esses anos.

 

A rede privada continua em expansão, no ano passado, o número de ingressos aumentou 8,7%. Em 2017, quando comparado com 2016, o aumento foi de 7,3%. Analisando entre 2008 e 2018, a rede privada cresceu 59,3%.

 

O número de matrículas na educação superior continua crescendo, atingindo a marca de 8,45 milhões de alunos em 2018. Nos últimos dez anos, a matrícula na educação superior aumentou 44,6%.

 

Novo contexto

 

Mesmo abrindo as possibilidades, segundo o Inep, o Enem apresenta neste ano o menor número de inscritos desde 2010. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2019, foram oferecidas 13,5 milhões de vagas em Instituições de Ensino Superior, tanto públicas como privadas.

 

No ano passado, dos 5,5 milhões de inscritos no Enem, apenas 4,1 milhões compareceram aos locais das provas, ou seja, uma participação de 75%. Mesmo o número de abstenção nos dias de prova, apresentando uma redução nos últimos anos, o volume de ausentes é também um desafio para o setor, além do número de alunos que se inscrevem e desistem no meio do caminho.

 

 Histórico de abstenções do Enem — Foto: Ana Carolina Moreno/G1

 

 

De qualquer forma, o que intriga é a diferença entre inscritos e preenchimento de novas turmas nas universidades.

 

Nos últimos três anos, se compararmos os números, ainda há um gap de alunos que querem uma vaga e, por muitas razões, não conseguem entrar na universidade.

 

Tabela com os números absolutos de inscritos no Enem e ingressantes no Ensino Superior, em milhões. 

Fonte: INEP.

 

Note que, ano a ano, algo em torno de 4 a 6 milhões de alunos com intenções de entrar numa universidade ficam de fora dela. E ainda há muita desistência de prestar o Enem, ou seja, o aluno se inscreve, porém não termina o processo de inscrição, que se dá através do pagamento dela.

 

Nesse contexto, é importante que as universidades entendam o perfil dos novos candidatos e estudem novas possibilidades apresentando canais  que atraiam esses alunos que não ingressaram no Ensino Superior pelas vias de oportunidades apresentadas pelo Enem, mas tem o desejo de fazer uma graduação. Analisar o novo contexto é uma grande oportunidade de desenvolver novos meios de captação de alunos, principalmente para as universidades privadas.

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